Como antecipar “incógnitas desconhecidas” em seu negócio?

Tempo de leitura: 5 minutos

Líderes e gestores enfrentam situações complexas e incertas todos os dias: como serão as vendas no próximo ano?

O nosso novo produto será bem-sucedido? O que a competição vai trazer de novidade?

Mas as circunstâncias mais desafiadoras são, na maioria das vezes, completamente inesperadas, porque nunca soubemos onde procurá-las. São as famosas “incógnitas desconhecidas”.

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Dorie Clark, autor do livro Entrepreneurial You (“Você Empreendedor”, em tradução livre), conta em seu livro que, ao terminar seu mestrado, ele estava a planejar uma carreira acadêmica.

Um mega fone e escrito na frente algo como:Entrepreneurial You (“Você Empreendedor”, em tradução livre)

Contudo, segundo ele, não conseguiu ser admitido em nenhum doutorado.

Segundo Clark, ele percebeu anos depois que sua característica mais importante – ser uma “pessoa renascentista”, interessada em várias disciplinas – fazia dele um candidato ideal para a carreira acadêmica.

Mas fazia ele ser rejeitado por todos os comitês de admissão de doutorado que tentou, pois estes buscavam candidatos super especializados.

Ele afirma que, na época, não sabia como o jogo era jogado, e que isso o deixou para trás.

Então ele desenvolveu três estratégias para antecipar “incógnitas desconhecidas” a partir desse ponto. São elas:

Procure fora por uma perspectiva interna

Segundo Clark, sua maior deficiência no episódio do doutorado foi seu fracasso em procurar fora por uma perspectiva interna sobre o processo de candidatura.

Um óculos mostrando algo como em perspectiva

Ele não tinha amigos que estivessem em programas de doutorado, e não havia cultivado nenhum professor uma relação próxima o suficiente para ter um deles como mentor.

Um mentor poderia ter rapidamente ensinado a ele como o processo de admissão de doutorado funcionava, evitando assim todas as rejeições.

Ele dizia acreditar saber como funcionava o meio acadêmico, então nunca se preocupou com isso.

É por isso que, independente do meio em que você está atuando, é importante garantir que você esteja conectado com pessoas que têm experiência nesse meio.

Não ter acesso rápido a alguém com essa característica não é desculpa! Se você não conhece alguém, vá atrás de conhecer!

É importante também, quando você ter contato com uma pessoa experiente no meio em que você atua, fazer as perguntas certas.

Como usar a experiência de outras pessoas

Não comece com “o que eu deveria estar perguntando para você?”, ou “o que eu deveria estar pedindo a você, mas que não estou?”.

Isso é terceirizar o levantamento intelectual para outra pessoa e as chances de falhar são de praticamente 100%.

Ao invés de fazê-los adivinhar sobre o quanto você conhece, faça perguntas baseando-se nas próprias experiências que eles tiveram.

Dessa forma a pessoa que você está questionando terá muito mais condições de respondê-lo.

Por exemplo, você pode perguntar: “o que você gostaria que você soubesse quando você estava começando?”

Ou “o que você aprendeu no processo de fazer XYZ e que acabou lhe surpreendendo?”

Ou “o que você achava saber sobre o processo XYZ quando começou, e que acabou aprendendo que não era bem assim?”

Pre-mortem: mate seu negócio antes de ele morrer

Estudos demonstraram que um dos métodos mais eficazes para melhorar os resultados é fazer o famoso pre-mortem – imaginar antecipadamente que uma iniciativa falhou e levantar os motivos que levaram essa iniciativa ao fracasso.

Como antecipar

Isso vai contra o viés natural de assumirmos que nosso projeto será um sucesso gigantesco.

E nos obriga a se fazer o papel de advogado do diabo: se devemos imaginar que é um fracasso, o que pode explicar esse fracasso?

O exercício pode levar a insights criativos e possíveis problemas que de outra forma seriam ignorados, forçando você a antecipar as soluções.

Vá além do status quo

Cada pessoa possui suas suposições e convicções sobre “como as coisas são feitas” ou “a maneira como as coisas funcionam”.

Normalmente, essas premissas são verdadeiras e fornecem insights muito úteis.

Mas, de vez em quando, eles podem ser um tiro no pé, limitando o potencial de uma ação porque nunca ninguém pensou em questionar esse status quo.

Uma maneira de sair do óbvio e questionar o status quo é pedir conselhos de fontes improváveis, que podem ver o problema de uma maneira diferente.

Como Stephen Shapiro disse em sua conversa TED x NASA: “se você está com um problema aeroespacial, e você tem 100 engenheiros aeroespaciais trabalhando nesse problema, um 101º engenheiro aeroespacial não vai fazer muita diferença.

Mas se você adicionar à equipe um biólogo, um nanotecnologista ou um músico, talvez agora você tenha algo fundamentalmente diferente, e que possa funcionar”.

Ou podemos questionar o status quo por nós mesmos, simplesmente dando “cutucões” no conceito de “o que todos fazem” ou “como sempre foi feito”.

O mesmo vale para aquelas empresas que querem verticalizar todo o processo – situação muito comum em empresas de software.

Desenvolver tudo internamente fará com que “vícios” já existentes em sua empresa se repitam, e que os mesmos problemas continuem surgindo, dia após dia.

Ir além do status quo, nesse caso, pode estar em buscar parcerias com outras empresas que desenvolvem soluções complementares às suas.

Essa parceria trará uma nova perspectiva sobre a realidade de sua empresa, a visão de outras pessoas, e pode ser extremamente benéfica.

Novamente, não basta fazer “o que todos fazem”, “da forma com que sempre foi feito”, ir além não é questão de buscar destaque, é necessidade!

Nunca seremos capazes de eliminar completamente nossos pontos cegos, as “incógnitas desconhecidas” que nos cercam.

Mas com as estratégias acima, podemos reduzi-las o suficiente para melhorar nosso desempenho e poupar-nos de falhas.

Se você tem uma empresa de software e, como citamos acima, busca a “verticalização” de todo o processo, pare de perder seu precioso tempo e venha conversar conosco!

Temos certeza de que nossa parceria renderá bons frutos!

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