O guia definitivo para se tomar as melhores decisões – Parte I

Tempo de leitura: 3 minutos

Theodore Roosevelt uma vez disse: “em qualquer momento de decisão, a melhor coisa que você pode fazer é a coisa certa, a próxima melhor coisa é a coisa errada, e a pior coisa que você pode fazer é não fazer nada”.

Faz sentido. No entanto, quando se trata do processo de tomada de decisão, muitos de nós ainda ficamos paralisados.

Ficamos aterrorizados com a possibilidade de fazermos um movimento errado e, como resultado, ficamos congelados com a vazia esperança de que a decisão correta se materialize na nossa frente.

Você sabe que isso não é uma estratégia sábia, particularmente quando se trata de gerenciar seu trabalho e liderar sua equipe.

Ao invés disso, é muito melhor descobrir quais atalhos e com quais habilidades você pode contar para que o processo de tomada de decisão seja mais fluido e que não te deixe travado.

O Dr. Elliott Jaffa, psicólogo comportamental bastante famoso no meio corporativo por seus cursos online, diz que “líderes não têm medo de tomar uma decisão, seguidores têm.

De fato, a tomada de decisão firme é um dos principais pilares da liderança efetiva.

Mas, com todo respeito à Roosevelt, muitas vezes é muito mais fácil dizer do que fazer.

Essa nova série de posts tem como objetivo mergulhar nas diferentes estratégias que você pode usar para aumentar suas habilidades de tomada de decisão.

Vamos lá?

As barreiras à tomada de decisão firme

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Todos nós tomamos decisões boas e ruins. Mas, por que isso acontece?

Por que somos capazes de tomar uma decisão firme um dia e, em seguida, travar na próxima?

Há muitos obstáculos que entram em jogo.

O CEO da HeadScratchers, Mike Kallet, diz que um dos obstáculos é a falsa suposição de que não temos tempo para pensar.

“Isso é ridículo, porque se você não parar para pensar no que está fazendo, você não consegue pensar corretamente, e acaba cometendo erros que vão custar muito mais tempo (e muito mais dinheiro) do que custaria, além da perda de oportunidades”, completa.

“Nós somos pagos para fazer coisas”, continua Kallet.

“Nós ficamos satisfeitos em realizar as coisas. Para muitos, pensar e buscar por clareza sobre um problema é percebido como perda de tempo”.

Outra grande barreira à tomada de decisão firme é a chamada ancoragem.

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“A ancoragem é um padrão de decisão que se origina de como funciona a memória humana de curto prazo”, diz Yolanda Berry, que possui mestrado em economia comportamental e é CEO da UK Behavioural Economics.

Berry fornece um exemplo simples, embasado em números.

Se ela pedisse a alguém os dois últimos dígitos de seu número do CPF, e depois pedisse para essas mesmas pessoas para que adivinhassem quantos países africanos estão na ONU, suas respostas serão previsivelmente maiores se os dois últimos dígitos do CPF estiverem mais próximos de 99 do que para 01.

“Mesmo que não haja nenhuma correlação entre estas duas coisas, o fato de que este número está em nossa memória de curto prazo influencia nossa capacidade de fazer suposições precisas”, diz ela.

O fenômeno chamado “fadiga de decisão” é outro que pode afetar fortemente sua capacidade de tomar decisões sólidas.

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“Há provas conclusivas de que pessoas que precisam tomar uma grande quantidade de decisões têm a qualidade dessas decisões afetadas”, continua Berry.

O New York Times fez um estudo em que descobriu-se que médicos estão mais propensos a prescrever antibióticos ao final de seus turnos do que no início.

E que juízes são mais propensos a negar a liberdade condicional no final do dia do que no início. Isso é a chamada “fadiga de decisão”.

Nós nos cansamos de tomar decisões – o que diminui significativamente as nossas chances de que as decisões que tomamos sejam boas.

Apresentadas as barreiras, como fazer para suplantá-las?

É uma boa pergunta, caro leitor! E uma boa pergunta que será respondida no próximo post!

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