O guia definitivo para se tomar as melhores decisões

Tempo de leitura: 14 minutos

Theodore Roosevelt uma vez disse: “em qualquer momento de decisão, a melhor coisa que você pode fazer é a coisa certa, a próxima melhor coisa é a coisa errada, e a pior coisa que você pode fazer é não fazer nada”.

Faz sentido. No entanto, quando se trata do processo de tomada de decisão, muitos de nós ainda ficamos paralisados.

Ficamos aterrorizados com a possibilidade de fazermos um movimento errado e, como resultado, ficamos congelados com a vazia esperança de que a decisão correta se materialize na nossa frente.

Você sabe que isso não é uma estratégia sábia, particularmente quando se trata de gerenciar seu trabalho e liderar sua equipe.

Ao invés disso, é muito melhor descobrir quais atalhos e com quais habilidades você pode contar para que o processo de tomada de decisão seja mais fluido e que não te deixe travado.

O Dr. Elliott Jaffa, psicólogo comportamental bastante famoso no meio corporativo por seus cursos online, diz que “líderes não têm medo de tomar uma decisão, seguidores têm.

De fato, a tomada de decisão firme é um dos principais pilares da liderança efetiva.

Mas, com todo respeito à Roosevelt, muitas vezes é muito mais fácil dizer do que fazer.

Essa nova série de posts tem como objetivo mergulhar nas diferentes estratégias que você pode usar para aumentar suas habilidades de tomada de decisão.

Vamos lá?

As barreiras à tomada de decisão firme

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Todos nós tomamos decisões boas e ruins. Mas, por que isso acontece?

Por que somos capazes de tomar uma decisão firme um dia e, em seguida, travar na próxima?

Há muitos obstáculos que entram em jogo.

O CEO da HeadScratchers, Mike Kallet, diz que um dos obstáculos é a falsa suposição de que não temos tempo para pensar.

“Isso é ridículo, porque se você não parar para pensar no que está fazendo, você não consegue pensar corretamente, e acaba cometendo erros que vão custar muito mais tempo (e muito mais dinheiro) do que custaria, além da perda de oportunidades”, completa.

“Nós somos pagos para fazer coisas”, continua Kallet.

“Nós ficamos satisfeitos em realizar as coisas. Para muitos, pensar e buscar por clareza sobre um problema é percebido como perda de tempo”.

Outra grande barreira à tomada de decisão firme é a chamada ancoragem.

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“A ancoragem é um padrão de decisão que se origina de como funciona a memória humana de curto prazo”, diz Yolanda Berry, que possui mestrado em economia comportamental e é CEO da UK Behavioural Economics.

Berry fornece um exemplo simples, embasado em números.

Se ela pedisse a alguém os dois últimos dígitos de seu número do CPF, e depois pedisse para essas mesmas pessoas para que adivinhassem quantos países africanos estão na ONU, suas respostas serão previsivelmente maiores se os dois últimos dígitos do CPF estiverem mais próximos de 99 do que para 01.

“Mesmo que não haja nenhuma correlação entre estas duas coisas, o fato de que este número está em nossa memória de curto prazo influencia nossa capacidade de fazer suposições precisas”, diz ela.

O fenômeno chamado “fadiga de decisão” é outro que pode afetar fortemente sua capacidade de tomar decisões sólidas.

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“Há provas conclusivas de que pessoas que precisam tomar uma grande quantidade de decisões têm a qualidade dessas decisões afetadas”, continua Berry.

O New York Times fez um estudo em que descobriu-se que médicos estão mais propensos a prescrever antibióticos ao final de seus turnos do que no início.

E que juízes são mais propensos a negar a liberdade condicional no final do dia do que no início. Isso é a chamada “fadiga de decisão”.

Nós nos cansamos de tomar decisões – o que diminui significativamente as nossas chances de que as decisões que tomamos sejam boas.

Apresentadas as barreiras, como fazer para suplantá-las?

É uma boa pergunta, caro leitor! E uma boa pergunta que será respondida ainda nesse artigo.

Até aqui mostramos para você quais são as barreiras que surgem em nossas vidas quando o assunto é uma tomada de decisão.

A insegurança, a esperança de que um milagre opere em nossas vidas e que as respostas para todos os nossos problemas surjam magicamente diante dos nossos narizes.

A ancoragem e a fadiga, tudo isso faz com que muitas vezes travemos diante de uma tomada de decisão.

Ainda no post anterior, prometemos para você que contaríamos como resolver tudo isso.

E aqui na Gumga, tudo o que a gente promete, a gente cumpre.

Então vamos lá?

Como tomar melhores decisões?

O Guia definitivo para tomar as melhores decisões

Agora que você entende o que potencialmente está no caminho de suas grandes decisões, quais estratégias você pode implementar para aumentar sua probabilidade de superar esses obstáculos?

Compreenda o problema

Por onde começar quando uma tomada de decisão surge?

Tomada de Decisões

Mike Kallet – CEO da HeadScratchers – adverte que os líderes primeiramente precisam compreender exatamente qual é o problema: qual é a raiz desse problema?

Refletindo sobre o problema, e tornando as características desse problema mais claras, o processo de priorizar suas ações que levarão você a tomar uma decisão mais sólida fica muito mais fácil.

“A maioria dos erros na tomada de decisões surgem porque não se sabe claramente qual é o problema real.

O tempo “a mais” refletindo sobre o problema irá trazer uma clareza que com toda a certeza irá se pagar no fim das contas “, explica Kallet.

Em um Ideacast da Harvard Business Review, Therese Huston – Ph.D. e autora de How Women Decide? (“Como as Mulheres Decidem?”, em tradução livre), diz que sempre que uma reunião acerca de um problema é convocada em sua empresa.

Ela questiona a todos os presentes: o objetivo dessa reunião é chegar a uma decisão até o horário de conclusão, ou o propósito é discutir acerca do problema?

Segundo ela, os resultados são muito diferentes, conforme o objetivo da reunião. E sem esse questionamento, geralmente as coisas se confundem.

Compreender o problema e depois usar dessa compreensão para identificar as prioridades apropriadas irá ajudá-lo a ter o contexto que você precisa para tomar uma decisão mais sólida!

Elimine decisões sem importância

Elimine decisões sem importância

Reserve um minuto para pensar sobre alguns dos empresários mais famosos do mundo.

Você irá perceber que a massiva maioria deles tem algo em comum: suas roupas são sempre repetidas.

É estranho, não é? Mas não há dúvidas de que isso é verdade: Mark Zuckerberg e Steve Jobs, por exemplo, estão sempre com roupas iguais.

Lembra do que falamos no post passado sobre a “fadiga de decisões”?

Por isso, delegar, automatizar, ou até mesmo excluir decisões que não precisam ser feitas exclusivamente por você, irá fazer com que você economize “recursos mentais” para coisas mais importantes.

Sim, decidir o que vai vestir e o que vai comer também desgasta, acredite!

“Planejar com antecedência e pré-decidir coisas simples ajudará a reduzir sua fadiga de decisões”, diz Yolanda Berry, da UK Behavioural Economics.

Desde decidir previamente o que vai jantar todas as noites da semana, até atribuir para outra pessoa coisas que não necessariamente precisa ser você a executar em sua empresa, com certeza serão ações de grande ajuda em seu dia a dia.

Quer mais dicas sobre o que fazer para tomar melhores decisões?

Continue lendo esse post.

Atire a primeira pedra quem nunca “travou” ao se deparar com a necessidade de tomar uma decisão.

Atire a segunda pedra quem nunca postergou uma tomada de decisão por pura e simplesmente estar em pânico e morrendo de medo de tomar uma decisão errada.

Agora que tal pararmos de esperar que nos joguem pedras, e continuarmos nossa série de posts que ensinam o que fazer para que essa situação não se repita?

Dê a si mesmo algumas opções

“A maioria das pessoas só tem um Plano A e nunca considera o Plano B, C ou D”, adverte o Dr. Elliot Jaffa, psicólogo comportamental.

É importante que você se dê algumas opções diferentes ao tentar tomar uma decisão.

“Facilmente caímos na armadilha de nos dar uma única opção e enganando-nos a pensar que são duas”, diz Therese Huston.

“Então, muitas vezes pensamos, devo fazer isso ou não? Devo contratar o João Silva ou não? Devo fazer um almoço de 30 minutos e fazer uma caminhada ou não? Em cada um desses casos, há apenas dois caminhos: fazer uma coisa ou não fazê-la”.

Como uma regra geral, Huston diz que é melhor dar-se três opções a serem consideradas.

Ela usa o exemplo sobre uma empresa que decide se deve construir uma garagem para aumentar a satisfação dos colaboradores.

“Então, ao invés de apenas “devemos construir uma garagem ou não”, três opções seriam: devemos construir uma garagem, devemos dar passagens de ônibus a todos os funcionários, ou devemos dar aos nossos funcionários a opção de trabalhar em casa um dia por semana?”, continua ela. “Isso pode resolver o mesmo problema, mas são opções muito diferentes”.

Quando você dá a si mesmo diferentes opções de escolha, você tem maiores chances de identificar o melhor caminho a se seguir, pois foge do capto “sim” e “não”, e passa a enxergar melhor a situação como um todo.

Desenvolva uma abordagem estruturada

guia definitivo para as melhores decisões

Pode parecer estranho procurar por uma abordagem estruturada para a tomada de decisões.

Mas acredite ou não, pode ser uma grande ajuda para você.

“Uma boa maneira de minimizar o impacto da ancoragem e outros distúrbios cognitivos é adotar uma abordagem estruturada para a tomada de decisões”, compartilha Yolanda Berry.

“Se você treinar seu cérebro para seguir uma estrutura ao tomar decisões de negócio, esse processo de reflexão, pré-ensaiado. irá reduzir a influência de memórias que não sejam de negócio”.

Parece complicado, né? Mas não precisa ser! Sua estrutura particular poderia envolver algo tão simples como uma série de perguntas que você se perguntará cada vez que você tomar uma decisão.

“É por isso que os gerentes de projetos mais eficazes sempre têm um mapa claro de riscos e de dependências em seus planos de projetos”, continua Berry.

“Os fluxogramas, os planos de contingência e as matrizes de decisão não apenas eliminam o viés cognitivo, mas também efetivamente antecipam e facilitam a tomada de decisões, baseando-se em um grupo de possibilidades já conhecidas”.

Uma boa dica é que você tire algum tempo para pensar em como você poderia estruturar melhor seu processo de tomada de decisões.

Se é uma série de etapas que você precisa cumprir, ou as coisas que você normalmente precisa levar em conta antes de tomar uma decisão, ter essa estrutura irá capacitá-lo a fazer escolhas com todas as informações necessárias, de maneira muito mais rápida e com uma confiança muito maior.

Quer mais dicas sobre o que fazer para tomar melhores decisões?

Na parte final desse post você vai descobrir.

Nosso Guia Definitivo para se Tomar as Melhores Decisões começou apontando quais são os fatores que levam você a “travar” quando se depara com uma situação em que precisa tomar uma decisão.

Você não é o único que passa por isso, pode acreditar. Tanto que isso é assunto para estudos por parte de muitos acadêmicos super habilitados, de todo o mundo.

E como a Gumga é antenada, estamos trazendo para você um compilado, resultado desses estudos citados acima, sobre o que fazer para superar essa dificuldade.

E tornar seu processo de tomada de decisão muito mais simples, natural, rápido e assertivo!

Tome alguma distância do problema

Alguém lhe trouxe um enorme problema, em que não há como se ter uma solução imediata, e disse pra você “dorme em cima desse problema se for preciso, mas resolva!”.

Já passou por isso? É desesperador, e é bem comum.

Vai parecer clichê da nossa parte, mas… tome alguma distância do seu problema. Isso pode realmente ajudar a melhorar a qualidade da sua escolha final.

Mas não confunda “tomar uma distância” com “procrastinar”!

Se o problema é de extrema urgência e você não tem muito tempo para ficar longe dele, uma horinha – ou menos – pode ser tempo o suficiente.

Então vá em frente e durma um pouquinho! Não vai te fazer mal!

Saia de si mesmo

Quando você está perto de tomar uma decisão, é fácil demais se perder.

Por isso, pesquisadores aconselham em analisar a situação como se você estivesse aconselhando alguém que está na mesma situação que a sua a como superá-la.

Isso faz com que você passe a ver as coisas de forma mais objetiva, e a considerar todas as informações e diferentes perspectivas em jogo.

Pesquisas da Universidade de Waterloo e da Universidade de Michigan apoiam essa ideia.

Os pesquisadores perguntaram a 100 participantes diferentes uma questão relativa aos relacionamentos.

Alguns foram convidados a imaginar que eles mesmos haviam sido traídos por seu parceiro, enquanto outros foram convidados a imaginar que seu amigo havia sido traído.

Nesse ponto, eles responderam um questionário que pretendia medir suas habilidades de “tomadas de decisão ponderadas”.

“As pessoas que estavam pensando sobre o que seu amigo deveria fazer tendem a responder de maneiras que demonstraram mais parcimônia do que aqueles que estavam pensando em si mesmos “, explica Melissa Dahl em um artigo para a revista New York Magazine.

Se você não sabe o que fazer ao ver-se diante de uma situação em que precisa tomar uma decisão, use essa tática de “sair de si mesmo”, que isso lhe ajudará a obter uma nova perspectiva e, finalmente, chegar a uma decisão mais sábia.

O resumo da ópera

Como sabemos, a capacidade de se tomar decisões firmes e de maneira rápida é um elemento crucial para um bom líder.

Mas, infelizmente, é uma dessas coisas que muitas vezes é mais fácil falar do que fazer.

Se você luta com a tomada de decisões (você não está sozinho nessa, parceiro!), existem várias estratégias úteis que você pode colocar em prática para tornar sua vida mais fácil, incluindo:
* Reserve um tempo para refletir sobre a raiz do problema;
* Tire de sua vida decisões sem importância;
* Busque criar outras possibilidades além do “sim” e “não”;
* Desenvolva uma estrutura de tomada de decisões;
* Faça uma pausa e distancie-se do problema;
* Faça de conta que você está aconselhando outra pessoa a lidar com o problema que você está lidando.

Colocando em prática essas estratégias – ou pelo menos alguma delas – você certamente aumentará em muito a probabilidade de tomar decisões assertivas mais facilmente, mais rapidamente e com mais segurança em seu futuro.

E colherá os resultados disso!

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