Conheça os traços de um time “resolvedor de problema” – Parte II

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No último post, mostramos o modus operandi de uma pesquisa da Harvard Business Review, que buscava identificar quais são as principais características de um time “resolvedor de problemas”.

Para isso, foi solicitado a 150 executivos seniores de diferentes empresas no mundo todo para que avaliassem suas organizações em termos de diversidade cognitiva, segurança psicológica e até que ponto consideram sua organização capaz de antecipar e responder a desafios e oportunidades, ou seja, sua adaptabilidade.

Depois disso, que escolhessem cinco palavras (de uma lista de mais de 60) que melhor descrevessem os comportamentos e emoções dominantes em sua organização.

A tabela abaixo mostra os comportamentos mais comuns selecionados por cada grupo:

tabela de comportamentos mais comuns

SEGURANÇA PSICOLÓGICA

No quadrante “generativo”, encontramos comportamentos associados à aprendizagem, experimentação e confiança.

Juntos, eles facilitam a interação de alta qualidade.

“Vigor” mostra que os membros possuem força para persistir em expressar o que você acha importante.

Ambientes psicologicamente seguros permitem esse tipo de sinceridade, sem que sejam percebidos como agressivos.

Note que também vemos mais emoções positivas nos quadrantes generativos e uniformes.

Em contraste, nos outros quadrantes encontramos palavras associadas ao controle e à restrição.

Esses comportamentos estão conspicuamente ausentes do quadrante generativo.

Nós também vemos mais emoções negativas.

Os comportamentos que contam

comportamento de pessoas diante de problema

Nós escolhemos o nosso comportamento.

Precisamos ser mais curiosos, questionadores, experimentais e menos agressivos.

Precisamos deixar de ser hierárquicos, diretivos, controladores e conformes.

Não é apenas a presença dos comportamentos positivos no quadrante generativo que conta, é a ausência correspondente dos comportamentos negativos.

Por exemplo, na pesquisa – que pode ser acompanhada na íntegra, em inglês, aqui – o comportamento hierárquico é citado como um dos 5 principais comportamentos dominantes em 40% do tempo nos quadrantes não-generativos.

É citado apenas 15% do tempo como um comportamento superior no quadrante generativo.

Isso não quer dizer que as organizações no quadrante generativo têm uma estrutura mais plana – a hierarquia é um fator presente na vida de qualquer empresa – mas significa que a hierarquia não define suas interações.

Vemos o controle citado em 33% do tempo como um comportamento superior nos quadrantes não generativos, em comparação com apenas 10% no quadrante generativo.

Vemos a diretiva citada 24% do tempo como o comportamento superior nos quadrantes não-generativos em comparação com apenas 5% no generativo.

Quando deixamos de promover uma interação de alta qualidade, perdemos o benefício do que pode vir a sair de uma discussão entre pessoas que enxergam as coisas de maneiras diferentes.

O resultado é uma falta de compreensão profunda, menos opções criativas, menor compromisso com a tarefa, maior ansiedade e resistência, além de moral e o bem-estar reduzidos.

Um ambiente psicologicamente seguro inflama a diversidade cognitiva e coloca mentes diferentes para trabalhar na jornada acidentada e difícil da execução da estratégia.

A maneira como as pessoas escolhem se comportar determina a qualidade da interação e a cultura emergente.

Os líderes precisam considerar não apenas como irão agir, mas também como eles não irão agir.

Eles precisam perturbar e interromper padrões inúteis de comportamento e comprometer-se a estabelecer novas rotinas.

Para se estabelecer um terreno fértil para ideias e resultados em sua empresa, é necessário fortalecer e manter a segurança psicológica por meio de gestos e ações contínuas.

As pessoas não podem expressar sua diferença cognitiva se não for seguro fazê-lo.

Se os líderes se concentrarem em melhorar a qualidade da interação em suas equipes, o desempenho dos negócios e o bem-estar seguirão.

Bons negócios!

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